Quando ao terceiro dia Bárbara reencontra sua amiga, a única que amou em desmedida, a crise se agrava. Isabela, a pessoa mais próxima que teve depois de ser forçada à solidão familiar, agora lhe é uma estranha. Bárbara não consegue mais ver na amiga a figura que tanto endeusara. Isabela, entregue ao ritmo da vida burguesa e aos apelos de amor pelo noivo, parece realizar o antagonismo perfeito àquilo que Bárbara acredita.

O reencontro, porém, trará a cada uma sua cota de dúvidas. A segurança do noivado para Isabela e do prazer para Bárbara serão postas em questão, à luz da felicidade que se deseja na vida, à luz da vida ao encarar a morte. Morrer é o limite do que se deseja na vida, é o inevitável. A morte a que nos conduz a vida será para essas duas mulheres a percepção fria e trágica da emergência de se viver o amor em seus limites. O eterno feminino nos convida a amar, e talvez a morrer por isso.

Escola de Escrita - Mathias de Alencar

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